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Das incríveis possibilidades do teletransporte aplicado em nossas rotinas diárias

Uma matéria no site da Superinteressante levantou a lebre, e aqui estamos nós do PseudoArte a refletir*: Como seria a vida e o mundo se pudessemos nos deslocar de lá pra cá instantaneamente, surfando nas ondas eletromagnéticas? Continuar lendo

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F.A.Q. PseudoArte

Hoje estamos aqui para exclarecer as principais dúvidas de vocês leitores do blog. Selecionamos as principais perguntas e montamos esta listinha explicativa e didática. Vamulá!

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Um prato indigesto

S.O.P.A. na internet dos outros é refresco

Agora é pra valer. Depois do Megaupload, quem será o próximo? 4shared? Box? Desse jeito meus backup’s “na nuvem” vão virar P.I.P.A avoada!

Uma pontinha de pavor toma conta do meu ser. Estaria também o PseudoArte na mira dos repressores e caretões de plantão? Será este o nosso destino, virarmos galhofa cozida na S.O.P.A do tio Sam?

Infelizmente tudo isso parece ser apenas um ato de desespero de uma ex nação-império que não tem nada mais a oferecer ao mundo, a não ser signos da cultura pop. E bombas! É preciso defender a qualquer custo a industria do sonho, já que todas as outras mudaram-se para a China.

No fim das contas, esse borogodó aí é mais um indício de que, se o mundo não acabar em 2012, com certeza se tornará um lugar bem pior para vivermos.

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PseudoArte revela: A verdade sobre o Casamento

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PseudoArte Filosofa – A Polêmica Teló

 

 

Muito buxixo anda provocando a capa desta semana da revista Época*. Sim, essa mesmo, com a foto do grande sucesso da estação, um tal de Michel Teló. Confesso que descobri a existência deste ser há menos de uma semana, e quem me conhece pessoalmente sabe que isso é bem possível, já que eu vivo em uma espécie de universo paralelo (algum lugar entre Narnia e Zigurats), onde o rádio e a TV não existem.

Novas caras, velhas histórias. A cada vez que surge um novo “grande talento” desta linha e conquista algumas toneladas de fãs, retomam-se as velhas discussões “culturais”. Um bom exemplo do que eu estou falando pode ser encontrado AQUI. A capa anda causando furor em muita gente, pois afirma que o senhor Teló estaria, inadvertidamente e se a devida autorização, traduzindo a cultura popular brasileira. Como pode? Que afronta! E choram as viúvas de Chico Buarque.

Lá fui eu catar um video no YouTube para poder conhecer a tal canção. Confesso, não consegui ouvir até o final. Ou melhor dizendo, até ouvi, pois a música repete os mesmos versos e notas infinitamente. Depois dos primeiros 30 segundos, nada de novo acontece. Resumindo, achei uma M****. Mas isso é problema meu.

Os detratores afirmam que a capa é sensacionalista, e que desmerece a cultura popular brasileira ao reduzi-la e espremê-la a ponto de caber dentro de um mísero sucesso de estação. Que seria Michel Teló diante do talento monolítico de um Djavan? O que representa Telozinho (para os íntimos) frente ao lirismo de um Caetano ou Chico? Sob um certo ponto de vista, faz sentido. Porém, a questão não se resume a isso.

O grande problema aqui está (e sempre esteve) na maneira como a expressão “popular” é entendida e aplicada. Fala-se de popular pra lá e pra cá, ora com um sentido, ora com outro, sem jamais refletir ou deixar claro sobre o que exatamente está se falando.

Se entendemos o termo “popular” como “o oposto do que é erudito ou acadêmico”, ou seja, uma definição negativa pois constrói-se a partir do que ele não é, o argumento Anti-Teló exposto acima faz realmente algum sentido. Sim, a cultura “popular-enquanto-não-erudita” brasileira é, de fato, infinitamente mais ampla e rica que um mísero hit de verão. Colocando o camarada Michel no mesmo balaio que Tom Jobin e Tom Zé , realmente não sobra muito espaço para ele.

Porém, o termo “popular” pode ser entendido de uma outra forma, agora positivamente, pois define o termo a partir do suas próprias características. Popular é  tudo aquilo que faz sucesso com um grande público, que consegue simpatia e ressonância em meio a grandes contingentes de seres humanos. Neste sentido, podemos afirmar sem medo, Michel Teló É a tradução da cultura popular brasileira. E diria mais; Teló carrega em si uma síntese da cultura popular universal. Guardem as pedras, concubinas de Gilberto Gil, vamos desenvolver isso um pouco mais.

Se entendemos o popular em seu sentido mais imediato e direto, que seria “tudo aquilo que faz muito sucesso”, é simples reconhecer que Teló é um genuíno representante desta categoria. Muita gente ouve, muita gente gosta. Analisando alguns sucessos populares de outrora (e aqui podemos citar coisas como “Segura o Tcham”, “Vamu Pulá”, “Eu dormi na praça” e tantos mais, é fácil reconhecer elementos comuns.

Sucessos populares são em geral musicalmente simples, poucos acordes e ritmos dançantes. São acompanhados sempre por letras curtas e que tratam de assuntos cotidianos. Muitos deles carregam algum conteúdo erótico, variando a dose entre o singelamente sugerido e o mezzo explícito. E alguns ainda completam a receita com aquela coreografia engraçadinha (que toda a criançada vai repetir em casa, na frente da TV). Pergunto agora: Tal descrição não se encaixa perfeitamente aos sucessos de alguma Kesha, este ou aquele rapper americano, ou até mesmo às nossas marchinhas de carnaval do início do século XX?

Ora, Michel Teló tem tudo isso, sintetizado de forma tão direta, certeira e econômica, que tornou-se um fenômeno nacional. Isso, meus caros, é a cultura popular. Leve, despretensiosa, superficial e apolítica. Em todas as épocas, em todos os lugares, sempre fez e sempre fará sucesso. Ou vocês já se esqueceram que o “pão e circo” foi inventado lá nos tempos áureos do Coliseum?

Mas agora volta a pergunta: E onde ficam Gil e Caetano? E Chico? E João Gilberto? Bem amigos, essa é a resposta que todas as viúvas da bossa-nova e os intelectuais empertigados se negam a aceitar.

Os grandes nomes da querida Musica Popular Brasileira NÃO SÃO POPULARES!

Sim, já vejo a guilhotina erguida e uma lápide com meu nome escrito, mas a verdade deve ser dita, doa a quem doer. Respaldados pela inegável riqueza da nossa cultura “popular-enquanto-não-erudita”, certa classe intelectualizada nomeou-se autocrática e despoticamente como “proprietários da cultura popular brasileira”. Tudo aquilo que não atinge o “padrão açaí-guardião” de qualidade, não é genuinamente popular. Mesmo quando faz um P*** sucesso com o povão! Vai entender… E eu aposto que o próprio Caetano Veloso não concorda com nada dessa baboseira.

Outro dia me surpreendi com o fato de que certo jovem na casa dos 20 anos não conhecia a origem dos versos “Alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem mundial”. E era um estudante universitário!

Desafio algum de vocês a apresentar aqui um caixa de supermercado, porteiro ou trocador de ônibus que conheça esta canção! Não me entendam mal. Não se trata aqui de preconceito. É óbvio que é perfeitamente possível que a sua faxineira ou o manobrista da garagem conheçam e adorem o Caetano, a Elis Regina ou o Paulinho da Viola. Mas o fato é que a imensa maioria não conhece, e se conhece, não gosta.

Algumas décadas atrás (denunciando a minha idade) havia um programa de TV chamado “Concertos para a Juventude”, que como o nome sugere, era dedicado a exibir música clássica aos sábados pela manhã. E não era nada no estilo “telecurso madrugada”, era até um horário bem acessível. Saiu do ar faz muito tempo, alguém aí imagina o por quê?

Resumindo. Michél Teló é bom? Eu não acho. Mas repito,  isso é problema meu. O fato é que ele representa sim a nossa cultura popular, para o bem e para o mal. E a vergonha que os nossos “formadores de opinião” sentem em relação ao seu próprio povo não vai mudar isso em nada.

E que desaguem pororócas de lágrimas das esposas traídas de Zeca Baleiro!

*Plim Plim Empreendimentos S.A.

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