Cinderela Returns

Cinderella

A clássica história da Cinderela está na moda novamente, agora em versão cinematográfica. O que é ainda melhor, especialmente para você que foi aquela criança preguiçosa e não teve saco de ler o livrinho inteiro na biblioteca da escola. E olha que o livro tinha figuras!

Matutando aqui com nossos botões, nós do PseudoArte ficamos imaginando o que seria da Cinderela, essa sofredora, caso a história fosse escrita em outras épocas mais recentes. Veja agora o que saiu.

1968

Depois de tomar um chá dos cogumelos que haviam brotado no sótão onde dormia, Cinderela resolveu mudar e fazer tudo que queria fazer. Se libertou daquela vida vulgar e aderiu ao movimento hippie. Agora adepta do amor livre, Cindie não queria mais saber de baile nem de casamento. Transou com o príncipe, com o rei, com o ganso e até com a fada madrinha. Viveu feliz para sempre em uma comunidade naturista, ouvindo Pink Floyd e esperando a volta dos discos voadores.

1986

Cinderela sofreu. Cinderela apanhou. Mas agora é a hora da vingança. No cineminha da vila Cinderela assistiu ao Rambo 1, 2 e 3, O exterminador do futuro, Predador e Comando para matar. Inspirada pelos filmes, Cinderela resolveu agir. E a chapa esquentou! Descolou um fuzil e um trezoitão e partiu pra cima da madrasta e companhia. Muito sangue rolou e o final apoteótico contou até com helicóptero explodindo com tiro de bazuca e a clássica voadora arremessando a madrasta no fundo do precipício.

1992

Cinderela decidiu transformar seu sofrimento e traumas em arte. Pegou sua guitarra e gravou uma fita demo cheia de rocks barulhentos e letras depressivas. Tudo muito cru e autêntico. A fita correu mundo até ser descoberta por uma gravadora indie em Seattle. E daí virou sucesso mundial! Mas a fama e o comercialismo não eram para Cinderela. Ela acreditava que o sucesso e o dinheiro estavam corrompendo a pureza da suas canções. Assim, para libertar-se do sistema, forjou o próprio suicídio e tornou-se uma lenda para seus fãs. Cinderela vive até hoje escondida em algum lugar remoto do meio-oeste americano.

2001

Cinderela passa a frequentar a lan house que abrira faz pouco tempo pertinho de sua casa. Fez hotmail grátis, conheceu muitos amigos no bate-papo do UOL e acabou se empolgando com a ideia de voltar a estudar. Formou-se em direito em um cursos à distância e assim pôde meter um belo de um processo na madrasta, recuperando sua casa e mandando a vaca para a cadeia. Aproveitou o embalo e ofereceu as duas irmãs postiças em um site de relacionamentos chinês. Cinderela hoje vive feliz e ganha muito dinheiro. Seu blog de aventuras sexuais é um sucesso, e em breve será adaptado para o cinema.

2015

Cinderela descobre o feminismo e o ativismo político e, revoltada com sua situação, decide partir para a ação direta. Usando uma máscara de Guy Fawkes, Cinderela desce o sarrafo na madrasta, nas irmãs e até na fada madrinha, essa ideóloga da submissão feminina. Invade sozinha o palácio, acaba com o baile, dá na cara do príncipe, derruba a monarquia opressora e instaura uma república democrática baseada no voto direto e nas liberdades individuais. Os fatos deste dia tornaram-se mundialmente conhecidos pelo nome de “A Revolta da Abóbora”. Fontes anônimas afirmam que Cinderela foi convidada para participar da Iniciativa Vingadores.

 

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